BEBÊ CHORANDO? SIM SENHOR!

Imagem: Pinterest

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No meio desta maternidade “mais consciente” em que se pratica amamentação, cama compartilhada, criação com apego, etc., existe uma “lei subliminar” de que bebês não podem chorar! Criou-se uma regra básica que se resume a: chorou? Peito! Chorou? Peito! Chorou? Peito! Claro que peito é ótimo e funciona para resolver quase todas as necessidades da criança. Mas o peito ser um super-herói não quer dizer necessariamente que o choro é um vilão! Porque não é!! O choro, por muito tempo, é a única forma de comunicação do bebê. Ele não sabe falar, não sabe comer, não sabe o que sente, o que o incomoda e mesmo após o desenvolvimento da fala, ainda não sabe direito como se expressar! Bebê chorando? Sim Senhor!

Mas é bem diferente a percepção do choro nos primeiros meses de vida do bebê, pois a sua função principal é ativar a hipófise para que você produza mais leite materno. Isso mesmo! O choro é essencial para ativar a descida do leite. Quando a mãe empoderada, passa a compreender isso, a sensação de impotência e o começo de uma culpa por se sentir incapaz de alimentar o seu bebê desaparecem. A mãe começa a treinar os seus ouvidos (literalmente) para aceitar que o choro faz parte do processo evolutivo do seu bebê.

E aí entra o choro, para nos trazer estes sinais! Olha que ferramenta maravilhosa! É através dele que podemos, desde os primeiros dias, conhecer os nossos filhos! Entender suas necessidades e suas diversas formas de transmiti-las a nós! Por isso a importância de OUVIR o choro do seu bebê. Não deixe que o choro te controle! Não se desespere! Pare! Ouça! Olhe! Observe e pense como é este choro? O que tem de diferente do anterior? Antes de enfiar logo peito abaixo, reflita e tente outras opções. Talvez a fralda o incomode, o barulho, excesso de pessoas, sono… São tantas opções! E não há problema em errar! É treinando que se aprende! Você desenvolverá uma afinidade muito maior com seu filho!

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Assim, você poderá dar a resposta certa a ele! E não vicia-lo ao peito sem uma real necessidade! Pois justamente pelo mamá ser tão eficiente para acalmar as crianças, é que elas aceitam sem reclamar. Tipo “não era isso que eu estava pedindo, mas já que está aqui, né?!”. (Risos). E você perdeu a chance de descobrir o que ele estava falando e de aprender um jeito diferente de acalma-lo! Por isso muitas mães não conseguem fazer um desmame gentil ou até mesmo deixar acontecer o desmame naturalmente. Mesmo em crianças com mais de 3 anos, porque não sabem ler o choro de seu filho. O choro acaba controlando a mãe, deixando ela perdida. Sem saber o que ele significa, ela acaba dando logo o mamá para silencia-lo e não percebe que não era isso mesmo que a criança queria dizer.

Outro ponto fundamental a esta escuta do choro é a importância também para a criança. Quando atendemos nosso filho em prontidão, estamos retirando a oportunidade dele resolver o problema por si mesmo! Por exemplo, quando minha filha acordava de madrugada, qualquer resmungo, me fazia instantaneamente botar o peito para fora para “acalmá-la” e dormir logo. Após ler e refletir algumas questões sobre o choro, comecei a esperar alguns minutos quieta. E percebi que na maioria das vezes ela voltava a dormir sozinha! Às vezes nem tinha acordado mesmo e outras ela fazia algo como tirar a coberta que a incomodava, virar o travesseiro, etc. e assim resolvia e voltava ao sono.

Ela aprende sozinha, cresce, desenvolve habilidades e independência. Não estou falando em negligenciar um bebê que chora não! Por favor não me entendam mal. Sou super contra estes métodos como de choro controlado! Só estou enfatizando que o choro não precisa ser um tiro que nos faz sair em disparada para cegamente tentar resolver algo que nem sabemos direito o que é! O que quero dizer é tão somente para dar um tempo ao choro. Escutá-lo! Olhar para o choro com uma visão diferente. Pense que ele pode ser uma ferramenta de auxílio e não um alarme soando que falhamos. Espero que esta mensagem te ajude neste caminho tão difícil da maternidade. Principalmente a ter mais calma e serenidade. E encarar momentos como o choro com mais leveza e sabedoria!

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Abraço, Liana

 

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