Meu filho não come NADA!

Imagem: Pinterest

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Muito comum ouvir esta frase de mães mais chegadas e dos grupos de discussão materna no Facebook. O conceito de quantidade é muito relativo e seria muito importante que as mães pudessem compreender o segredo do grande mistério da “Alimentação Complementar” de sucesso. A frase mais comum das mães é: Meu filho não come NADA!

Não existe segredo, essa é a grande verdade. Acredito que o grande desafio está no nosso “constructo” de mundo, em nossas vivências e na forma como fomos educar a comer um dia. O processo de alimentar o nosso bebê está intimamente relacionado com aquilo que acreditamos e praticamos. Nada além disso.

Uma vez, participando de um Seminário Internacional da Infância, ouvi de um pediatra antroposófico, que no primeiro mês da introdução alimentar, por volta dos seis meses, a mãe pode se contentar sim com o bebê aceitar apenas meia colher de comida. Para muitas mães isso seria uma frustração incrível, depois de muito tempo elaborando a papinha: escolhe, lava, descasca, pica, cozinha, amassa e também no grande esforço de criatividade e orientação nutricional para oferecer algo diversificado e novo TODOS OS DIAS.

Alimentação é EDUCACIONAL acima de tudo, como defende o pediatra Carlos González. Amamentação significa sobrevivência e perpetuação da espécie humana, mas até nisso, a natureza se encarregou de criar um mecanismo de sucção e choro apurados para que o bebê se vire sozinho.

Já com a alimentação complementar, o grande desafio é a mãe, a família, e como estabelecer uma introdução de sucesso.

Bom, depois de a mãe superar todos os obstáculos e o enfreamento equilibrado de uma avalanche de comentários, palpites e sugestões para a correta, perfeita e ideal alimentação do seu bebê, ela vai perceber que cada um vive e enxerga este momento de um modo, e que, talvez, essa possa ser uma grande oportunidade de rever seus conceitos alimentares até aquele momento e estabelecer um novo padrão familiar, que é bom para todos (inclusive para o bebê) de como se alimentar da melhor maneira.

O melhor momento para estabelecer um padrão alimentar saudável na vida própria da mãe e da sua família é Agora, no momento de educar nutricionalmente o seu bebê. Todos sairão ganhando e a mãe será a grande “heroína” em proporcionar e preservar uma alimentação saudável para todos.

Muitos conceitos foram revistos, entre eles, a prática do BLW, um verdadeiro sucesso. Mas muito me atrai a ideia da introdução alimentar francesa: lá, suas mães oferecem apenas porções reduzidas da alimentação familiar, nada além disso. E o bebê, aos poucos, vai se adequando á prática da família, sem transtornos, stress e horas de uma preparação diferenciada para ele, que mais sobrecarrega a mãe do que qualquer outra coisa.

Acredito que a palavra de ordem para o momento em que vivemos é: simplifique!

Invista sim em um consumo consciente de alimentos saudáveis e se possível orgânicos. Existem hoje (graças a Deus) milhares de sugestões e receitas na internet – coisa que no meu tempo não era tão rico – e as mães tem tudo “na mão”, literalmente.

Ofereça uma cenoura, por exemplo, de diversas formas: um dia crua ou ralada, no outro cozida, no outro assado, no outro em forma de purê. Seu bebê está construindo um paladar próprio e tem preferências próprias também. Cabe saber qual tipo de cenoura mais o agrada, e assim por diante.

Mas, voltando ao bebê de seis meses, um treino. Feche sua mão em punho. Olhe para ela. Este é o tamanho aproximando do estômago do seu bebê. Se quiser fazer um teste, compre saquinhos plásticos do mesmo tamanho e tente colocar uma alimentação de um dia dentro. Quanto coube lá? Pouca coisa não é? Isto é um bom exercício para você administrar a sua ansiedade e expectativas em relação à aceitação do seu bebê.

Guarde isso: a amamentação é o alimento principal no primeiro ano de vida e o ato de sugar e principalmente da Livre Demanda, treina o seu bebê e a buscar somente a quantidade de leite materno que precisa o que é necessário para saciar a sua fome. E, podem comer pouco, como é o caso da minha filha, que até hoje, come como um passarinho. Come de tudo, aceita tudo, mas em pequenas quantidades. Ainda termina a refeição e diz: nossa, estou cheia! Sinto-me feliz de ver meus filhos assim hoje: não comem por ansiedade, apenas por necessidade. Adoram pratos elaborados, sabores diferentes. São magros, e os dois e se alimentam muito bem.

Acho que é sentimento de dever cumprido mesmo.

Ofereça de tudo, convide seu bebê a ter real prazer por este momento, invista algumas horas em um bom mercado, selecionando bons alimentos. Invista outro tempo, buscando receitas novas e saborosas, e por fim, invista outro tempo preparando uma refeição para toda família e o mais importante: comam juntos! Hoje a TV e as livrarias tem uma infinidade de programas e livros que ensinam como fazer receitas rápidas, diversificadas e que agradam qualquer paladar.

Este é o um passo de sucesso para uma introdução alimentar prazerosa e saudável!

Por Simone De Carvalho

 

 

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  • Paula

    E no caso do bebê de 6 meses, que iniciou a alimentação, come pouco, mas não está aceitando bem o leite materno oferecido na mamadeira (ou copo, etc…) só mama na mãe de manhã, hora do almoço e de noite, pode der que esteja passando fome?