Equilíbrio Pessoal e Profissional na Maternidade

Imagem: Pinterest

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Mulher, esposa, mãe, médica pediatra, empresária, palestrante, trainer, blogueira e coach. Como colocar tudo isso em um único pacote? Como conciliar a vida de mulher que trabalha fora, o equilíbrio pessoal e profissional na maternidade, com a rotina doméstica e ainda por cima exercer a maternidade em toda sua plenitude? É possível essa combinação? Eu digo que sim, é possível!

Isso é equilíbrio pessoal e profissional (Work Life Balance)!

É verdade que muitas vezes sou exposta a desafios que ultrapassam meus limites físicos e emocionais. Chegar em casa cansada depois de 12 horas de plantão e encarar o 2o turno de trabalho, onde tenho que cuidar da rotina doméstica, preparar o alimento dos filhos, ajudar no dever de casa, dar banho, brincar, perguntar como foi o dia, e ainda de quebra dar uma atenção especial ao marido…… ufa! Me canso só de pensar.

Não é fácil, não é nada fácil. Também não sou “super mulher” e nem pretendo ser. Apenas descobri que tenho que fazer escolhas, e que essas escolhas devem ser baseadas em valores, ou seja, no que é mais importante para mim. Descobri através do Coaching, que meus 3 primeiros valores são autonomia, família e realização. Desde que fiz essa descoberta, tenho direcionado minhas ações no sentido de atender a esses 3 pontos importantes na minha vida. São os valores que direcionam as nossas atitudes, e nos fazem agir dessa ou daquela forma, sem ficar mal depois.

Primeiro aprendizado: Valores dão sentido à nossa vida e direcionam nossas ações!

Bem, se essas coisas são importantes para mim, o que tenho que escolher nesse monte de coisas que aparecem no dia­-a-dia para atender a esses valores? Entendi que precisava fazer escolhas, pois o dia de 24h é muito curto para tudo o que nós mulheres queremos fazer! Simplesmente não dá! Melhor seria que o dia tivesse 30, 40 ou 60 horas, mas isso não existe! Então, quanto mais rápido tomamos consciência disso, mais rápido colocamos nossa vida nos trilhos sem sofrer. Então, como se faz? Como disse antes, se fizermos as escolhas certas, conseguimos otimizar o pouco tempo que temos. Fazer escolhas significa definir prioridades, decidir o que fazer e o que não fazer. Quando decido brincar com meu filho, estou decidindo não lavar a louça do jantar. Quando decido ler um livro, ou estudar um novo assunto, estou decidindo também não ver TV, e por aí vai. Nós mulheres criamos um mito de que somos capazes de fazer várias coisas ao mesmo tempo. Isso é verdade em parte, pois somos versáteis sim e aí veio…

Novo aprendizado: O tempo não se multiplica, ele corre linear, segundo após segundo!

Conseguimos fazer 2 coisas ao mesmo tempo quando uma das ações é automática (por exemplo caminhar na esteira e ler um livro, ou ouvir música e estudar). Quando uma terceira ação surge e exige nossa atenção, o cérebro não consegue coordenar e a qualidade se perde. Como pediatra, sei da importância da presença materna na vida dos filhos, principalmente nos primeiros anos quando estão se constituindo como pessoas. Tenho 2 filhos: uma menina de 10 anos e um menino de quase 5 anos. Tenho eles sempre presentes em minha mente quando vou decidir o que fazer com o meu tempo. Como então exercer a maternidade em sua plenitude, trabalhar fora e ainda ser Mulher? Qual o tipo de trabalho ideal? Como posso adequar minha atividade profissional com minha opção pela maternidade?

Esses questionamentos sempre me perturbaram, pois a vida de médica consome uma energia física e mental imensa. Lidar com problemas (dos pacientes) o dia inteiro é cansativo demais. E há algum tempo vinha me questionando se essa era a melhor opção disponível. Sou médica e só sei ser médica. O que mais posso fazer além de exercer a Medicina? Essas perguntas não saíam da minha cabeça, pois ao trabalhar nos plantões noturnos, nos fins de semana e feriados, obrigatoriamente ficava longe da família e filhos, além de não ter o controle sobre meus dias (a escala de plantão seguia vitoriosa). Mas se assim não está bom, se não estou feliz, o que posso fazer diferente? Que outras opções eu tenho?

Foi assim, questionando a minha realidade, é que descobri por acaso o Coaching. Foi amor à primeira vista, pois no Coaching, assim como na Medicina, o trabalho é com Pessoas (e sou apaixonada por gente). Além de experimentar o poder de transformação de um processo de Coaching na minha vida, descobri que poderia contribuir para a transformação da vida de outras pessoas. E o melhor de tudo: nesse novo trabalho, eu consegui atender aos meus valores mais importantes! Eu tenho autonomia sobre minha agenda, pois marco com clientes na hora que é mais conveniente para mim, conciliando com a rotina dos filhos e da família, além de me sentir extremamente realizada! Ou seja, ao questionar minha condição atual (ser médica), eu descobri novas opções e oportunidades de carreira trabalhando com pessoas, que é minha paixão!

Mais um aprendizado: Questione. Busque alternativas.

Converse com seu chefe, diretor ou coordenador e ofereça opções. Mostre o seu valor, deixe claro como pode contribuir com os resultados da empresa e conciliar o seu trabalho com a sua opção pela maternidade. Você pode se surpreender! É claro que sempre tenho o que aprender. E a cada momento posso decidir por onde ir e o que fazer. Hoje eu consigo conciliar meus momentos de escritora, atender meus clientes, fazer os plantões (agora bem reduzidos), cuidar da casa, ter tempo para os filhos e de quebra namorar o maridão, pois ninguém é de ferro!

O segredo é definir o que é mais importante para cada uma de nós, fazendo escolhas conscientes, sem sofrer. É um longo caminho a se trilhar que precisa de um primeiro passo.

Hoje, quando estou com meus filhos dando longas risadas no café da manhã, percebo que valeu a pena todo o tempo e o esforço que dediquei até chegar aqui. Questionar sempre!

Descobri que a felicidade nada mais é do que a soma dos pequenos momentos felizes!

E você, o que falta para ser feliz?

Quando vai dar o primeiro passo na direção de sua realização?

Por Margareth Sá

 

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