A Merenda Escolar no Brasil

Foto: Google Images

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Chegou o momento em que as crianças voltam às aulas, e sempre bate aquela dúvida sobre a alimentação delas na escola. Hoje iremos falar sobre merenda escolar.

A merenda escolar, em todo o território nacional é subsidiada pelo FNDE ( fundo nacional de desenvolvimento escolar) acesse o portal . O FNDE possui o PNAE (plano nacional de alimentação escolar) conheça o plano e é baseado nele que os cardápios escolares são feitos. Ele foi criado em 1955 e é o maior e mais antigo programa de alimentação escolar do mundo; foi criado para favorecer o crescimento e o desenvolvimento do aluno, além de melhorar o aprendizado e o rendimento escolar, afinal, ninguém aprende com fome!

As crianças que frequentam desde a creche ao ensino de jovens e adultos, tem direito a alimentação escolar, de maneira totalmente gratuita.

Em 2015, foram repassados R$3,8 bilhões, que beneficiaram 42,6 milhões de alunos. Desse valor, 30% foram utilizados para a aquisição de alimentos que provém da agricultura familiar. É bacana, pois fomenta a pequena empresa e os empreendedores rurais, valorizando o trabalho deles, sem contar na sustentabilidade.

A fiscalização destes repasses são de responsabilidade do FNDE e do CAE (conselho de alimentação escolar) como funciona, sendo esse último, de fundamental importância. Ele é formado por um representante do poder executivo, professores, representantes de entidades civis organizadas e pais de alunos, ou seja, você pode fiscalizar a utilização deste repasse e fazer qualquer denúncia para o FNDE, e também, pode participar ativamente, sendo um membro do conselho.

A maior parte dos gêneros alimentícios utilizados para compor os cardápios são comprados por meio de licitação. Estes cardápios, por sua vez, são elaborados com ajuda de nutricionistas escolares, de modo a suprir a necessidade diária no período em que a criança passa na escola. O cardápio passa por diversos testes, incluindo testes de aceitabilidade com os próprios alunos, para verificar se o alimento terá uma boa aceitação ou recusa, o que acarreta a substituição por outro similar.

Os cardápios servidos nas escolas, são diferentes de acordo com a faixa etária atingida, e também, de acordo com a região, prezando pelos hábitos culturais e alimentares dos alunos.

Em Minas por exemplo, o quibebe faz parte do cardápio. No Paraná, a erva-mate. Todas as regiões com merendas que possuem sua identidade cultural preservada.

Muitos cardápios infelizmente, não são exatamente adequados à faixa etária a qual se destina. Temos escolas que servem, mesmo que raramente, salsichas e outros embutidos, excesso de biscoitos, pães bisnaguinha, achocolatados, sucos concentrados, empanados congelados,mingaus com sabor artificial, dentre outros.

A maioria das escolas veta a entrada de alimentos vindos de casa, e isso é por vezes, problemático. Muitas vezes, o aluno vai consumir alimentos na escola, que não tem o costume de consumir em casa. E sendo estes gêneros adquiridos por licitação, e estes cardápios, feitos por nutricionistas que atendem diversas escolas, tornando-o um padrão, fica difícil impedir o consumo. Se consola saber, os alimentos comprados em licitação são diferentes dos encontrados no mercado. Devem vir adicionados de vitaminas e minerais e com diminuição em açúcar, sódio e gorduras.

Outro motivo de alegria, pelo menos na cidade de São Paulo, é um projeto de lei que foi aprovado ano passado, que provoca a obrigatoriedade de vegetais, frutas e hortaliças orgânicas de pequenos produtores locais, na merenda escolar o projeto, e este projeto seguiu para a aprovação do prefeito. Em 2014, foi adquirido arroz orgânico do Vale do Ribeira para compor a merenda, e no âmbito estadual, foi feita a substituição dos pães de farinha branca por farinha integral. São pequenos passos, mas que futuramente assegurarão a qualidade alimentar e a saúde dos alunos.

Por Camila Mendes

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