O melhor momento para o Desmame

Foto: Google Images

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O desmame – que significa (des-) fora da dependência da nutrição humana (mamar ao seio) – é um dos mais longos de todos os mamíferos da natureza. Ele se relaciona com o desenvolvimento progressivo infantil e à sua maturidade cerebral que ocorre geralmente por volta do seu terceiro ano de vida. Sendo um assunto controverso e muitas vezes polêmico, podemos pensar que não existe uma ideia formada sobre qual o melhor momento para o desmame definitivo.

De acordo com os milhares de relatos e experiências vividas das mães da nossa comunidade de apoio no Facebook, embora sem uma regra definida, o desmame faz parte de um processo gradual e assim como as etapas bem definidas do desenvolvimento infantil, acontece por regras biológicas e é influenciado pelo meio em que mãe e bebê vivem. É também um assunto que envolve muitas confusões e até vícios, quando a mãe desconhece este processo biológico que citei.

O desmame do bebê acontece dentro da realidade de cada mãe, pois não existe uma fórmula pronta, mas diversas formas de desmamar um bebê; sempre pensando nas melhores escolhas possíveis – e isso é a única coisa que toda a maternidade é unânime: o desejo de fazer o melhor por nossos filhos, sempre.

Todos os bebês desmamam, em algum momento da vida e espero que isto traga tranquilidade para as mães, porque sei que muitas vezes, existe a falsa sensação de que os bebês não irão desmamar nunca… O processo da disponibilidade materna para amamentar depende de muitas fatores e o mais importante deles, o empoderamento materno. É muito além de saber a importância do amamentar e todos os milhares de fatores à favor deste ato.

Neste universo da disponibilidade materna para o ato de amamentar, envolvem-se muitas ideias e vivências. Existem mães disponíveis para ceder seu tempo, seu corpo e até seu sono para suprir as necessidades reais e vitais do seu bebê e, existem mães que não se entregam totalmente à amamentação, pois não encontram prazer no ato, sentem incômodo e ansiedade ou têm grandes dificuldades de ceder seu tempo e, o seu tempo de sono.

O mais conflituoso da decisão do desmame, ao meu ver, está nos limites estabelecidos do ato de amamentar desde o nascimento do bebê. A mãe que geralmente não encontra apoio e orientação corretas no primeiro momento da amamentação do seu bebê ainda na maternidade – atrelado às diversas opiniões sobre o assunto que em nossa sociedade não é visto como um ato natural e essencial para o bebê – e que, geralmente não é dado tempo e espaço necessário para que a mãe decida como ela quer levar a sua amamentação, contribuem para uma realidade de uma prática quase sacrificial: cheia de preconceitos que geram sentimentos ambíguos e uma eterna necessidade de justificar suas decisões maternas, mesmo quando esta não é solicitada.

A baixa estima é um problema grave em nossa sociedade, e muitas vezes, o desmame é pensado e desejado inconscientemente pela mãe como solução para se livrar do peso e consequências da sua decisão de amamentar. A indústria se vale deste comportamento para reforçar a ideia de que o desmame deve ocorrer o mais breve possível, pois a decisão de um aleitamento prolongado significa a estender o tempo da mãe de voltar à sua vida de antes.

Assim como a mãe, o bebê é um ser individualizado e é importante inclusive pensar nesta individualidade. Dentro desta dinâmica de um núcleo privado chamado família, todos os seus membros possuem um espaço, uma necessidade e uma individualidade. Os primeiros seis meses são intensos, de aleitamento exclusivo e sempre que o bebê solicitar, pois é necessário ele triplicar o seu peso e tamanho. O processo da exterogestação (gestação fora do útero) é essencial para a maturação emocional e neural do nosso frágil bebê humano.

A mãe está mergulhada em diversos sentimentos e decisões nesta fase. Se, o ato de se entregar totalmente ao seu bebê no momento da amamentação envolve conflitos com família, companheiro e até os profissionais de saúde diretos (ginecologista e pediatra) a mãe passa a entender que o desmame é de fato a melhor decisão a ser tomada. Se, continuar amamentando significa o sacrifício de acordar diversas vezes á noite, a superorganização de tempo em tirar seu leite para ser oferecido na sua ausência o seu seio voltar à função sexual do seu relacionamento marital de antes, o desmame também passa a ser a melhor solução para ela.

Uma mãe empoderada, segura e bem informada da importância deste tempo de aleitar o seu bebê até que ele desmame progressivamente juntamente a introdução alimentar aos seis meses, mesmo sendo bem-sucedida, sabe que o desmame é um processo de idas e vindas que depreende dela uma sensibilidade e percepção constantes das necessidades reais do seu bebê. Sim, porque todas as necessidades de um bebê são REAIS.

Equilíbrio e consciência dos seus próprios limites são importantes na escolha da mãe de seguir ou não com a amamentação. O significado da palavra desmame é muito mais do que o exemplificado acima, pois é a importância da constância do vínculo do bebê com sua mãe – sua referência afetiva principal e apoio de segurança emocional, é a certeza de que suas necessidades estão sendo plenamente compreendidas e atendidas por sua mãe. Mas tudo isso só é possível se a mãe estiver disposta, consciente, confortável e feliz com a sua decisão. O rancor, a impaciência e a angústia não fazem parte deste processo. O desmame natural só é possível quando a mãe exerce plenamente a sua escolha de amamentar seu bebê. A escolha da mãe é SOBERANA.

Fases de Desmame

Já falei deste tema neste Aqui. Relembre alguns pontos importantes antes de continuar a sua leitura.

DESMAME ABRUPTO – Ocorre em situações onde a amamentação corre riscos com base em informações erradas e avaliações pautadas em falta de conhecimento e consciência da necessidade do apoio à mãe. Introdução precoce de fórmula já na maternidade, ausência de orientação inicial para amamentar, surgimento de rachaduras, ingurgitamentos e infecções mamárias que causam muita dor à mãe; influência negativa direta de parentes e amigos, orientação para introdução de bicos artificiais e principalmente, a baixa estima materna (que envolve diversos fatores) que a convencem de que desmamar é o melhor para ela e o seu bebê. É a bola de neve se formando! Não deixe ela começar…

DESMAME APÓS O TEMPO DE ALEITAMENTO EXCLUSIVO – Novamente sem orientação e apoio corretos, (leia mais aqui) o desmame pode acontecer após o término de licença maternidade (aos 4 ou aos 6 meses no Brasil). A ausência de apoio por parte do empregador e até colegas de trabalho, atrelados à instituições de cuidado (creches e berçários) que não disponibilizam abertura para o armazenamento e oferta do LM até os seis meses e parentes que se recusam a oferecer o leite armazenado no copinho, evitando o uso de mamadeiras e chupetas, como grande esforço de preservação da produção de leite da mãe.

AUTODESMAME – Não é uma situação comum, mas ela pode acontecer. É quando o bebê demonstra desinteresse por mamar no peito. Quando ele é NATURAL, pode significar que a introdução alimentar está sendo muito bem aceita por ele, e sacia a suas necessidades fisiológicas ou que o bebê estabeleceu outros mecanismos de vínculo e consolos que não o seio materno (bebês maiores). E, quando ele é INDUZIDO, geralmente ocorre quando é introduzido precocemente outros leites e bicos; outra questão é um trauma por parte do bebê de situações que ele interpretou que fez algo “errado”, como por exemplo, morder o bico da mãe. Viagem repentina ou mudança significativa na rotina do trabalho da mãe (muitas horas longe) também podem contrinuir para o autodesmame do bebê.

DESMAME NOTURNO – Este é o desmame mais polêmico de todos e se torna crítico geralmente, quando a mãe não conseguiu, por algum motivo, estabelecer uma rotina de sono e cuidados. ROTINA é fundamental para a amamentação, andam de mãos dadas e, se ela simplesmente não existe, as chances de ter um desmame noturno geralmente, são difíceis…

O desmame noturno acontece antes do diurno e o grande desafio para a maioria das mães, é conseguir que o bebê consiga fazer a separação de que, de dia pode amamentar, e á noite precisa dormir. Para ter um desmame noturno com sucesso, a rotina do dia influencia muito. Boa aceitação da alimentação complementar através de dedicação e um método eficaz, atividades durante o dia de desenvolvimento e brincadeira e sonecas após as refeições. Tudo isso contribui positivamente para o sucesso do desmame noturno, mas, se seu bebê durante o dia está aos cuidados de outras pessoas, uma acordo de seguir a rotina definida por você é fundamental. O trabalho é em equipe!

Os Acordos

Durante os seis meses de aleitamento exclusivo o padrão do sono o bebê é bem irregular. Comum também é o seu bebê recém nascido emitir diversos sons e ruídos, antes de alcançar o choro de fato. Para mães de primeira viagem, lidando pela primeira vez com as mudanças significativas do seu corpo (uma delas, o desenvolvimento da sua acuidade das necessidades vitais do bebê) aprendem com o tempo sobre a importância da “pausa”. A Pausa nada mais é do que o autocontrole do impulso em atender o seu bebê. Como seu sono tem um padrão inconstante movimentos rápidos de pegar no colo, se movimentar, acender a luz do quarto, dar o seio e falar, podem despertá-lo de um estado de adormecimento e o resultado, o bebê desperto e que vai chorar.

O grande segredo deste controle é a observação atenta do seu bebê. Antes de atendê-lo prontamente, observe atentamente seus gestos e ruídos. Com o tempo, irá identificar quando ele realmente vai precisar mamar, trocar uma fralda, ser aquecido ou simplesmente sentir a sua presença. Espere de 5 a 10 minutos. Este tempo pode ser uma eternidade para você, mas talvez se surpreenda em ver que o seu bebê voltou a dormir sem nenhuma intervenção sua. Este comportamento o ajuda a também aprender que irá atendê-lo, mas não prontamente, pois afinal, você está dormindo.

Estas primeiras ideias são um tesouro para vocês. É a chance de um bom começo para o desmame tranquilo que virá nos meses seguintes. Guarde-as com carinho no seu coração.

Mas, vamos supor que isso não foi possível e está neste momento numa situação que parece um descontrole para você. Vai me perguntar: ainda tenho chances de voltar à este estágio? Bem, isso vai depender de alguns fatores:

Acordos a partir de 1 ano

Espera-se que, quando o bebê chega no seu primeiro ano de vida, a alimentação complementar já esteja bem estabelecida. Seu bebê mama com menos frequência, se distrai mais, começa a compreender a diferença entre o dia e a noite.

Nesta fase de grandes descobertas e desafios, como andar, o peito ainda é o porto seguro do bebê, o lugar de acalento, consolo e segurança, onde todos os seus medos e inseguranças são compreendidos. Não há nada de errado e dar de mamar para estabilizar tantos sentimentos do seu bebê, ele precisa significar o tempo todo eles, a fala, o colo e o seio materno têm uma importância emocional vital nesta fase.

Durante a noite porém, não há atividades ou desafios. Seu bebê está cansado e precisa dormir e dormir muito (em média 1ohs). Se o casal optou pelo arranjo de dormir no mesmo quarto, geralmente o bebê se sente seguro com a presença dos pais. Mas ATENÇÃO: isso não significa que sua mãe ficará a noite toda acordada se ele desejar mamar….

Muitas mãe optam pela cama compartilhada porque relatam que dormem melhor, o bebê adormece no peito, e muitas vezes, “rola” para o seu espaço e todo conseguem estabelecer um padrão de sono bom. Tudo bem se for assim, se o arranjo é bom para vocês, simplesmente continuem.

Mas, eu leio diversos relatos todos os dias de queixas de mães que estão em completa exaustão por seus bebês mamarem a “noite toda”, às vezes, relatando que acordam de 1 em 1 hora. Aqui são vários fatores a considerar. Esta “agitação” noturna pode ser resultado de uma mudança significativa da rotina, eventos adversos durante o dia, nascimento dos dentinhos, motivo de doença, ou simplesmente uma agitação própria do seu desenvolvimento: ele é constante, rápido e muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo. com o seu bebê.

O cuidado aqui é com a SUA ansiedade. No desejo que seu filho durma a noite toda, na ansiedade da possibilidade que ele vai acordar “x” horas e que você terá apenas “x” horas até a hora de acordar, são fatores desencadeadores de um ritmo viciante…. Muitas vezes, as mães cedem para que a casa toda não acorde; ou cedem, porque simplesmente não suportam ou não sabem lidar com o choro dos seus bebês.

O treino da tolerância do choro para os pais é um desafio e um processo constante de auto equilíbrio, paciência e empatia. A Empatia significa um grau de serenidade que você irá alcançar nesta longa jornada de aprendizado com o seu bebê. Lembre-se de que você é mais forte do que o choro do seu bebê, então, ele não irá te dominar. Parece muito fácil escrever isso, sei que na prática, a realidade é bem diferente, mas o auto controle sobre o choro é que irá estabelecer um limite confortável para a sua maternidade. É um treino inevitável. Comece a exercê-lo já e vai ser vitoriosa com isso.

Quanto mais seu bebê se apropria da linguagem, se aproximando dos 3 anos de vida, onde sua formação cerebral se completa, mais fácil se torna estabelecer tais acordos. Para as crianças que ainda sofrem com a privação noturna do sono (e seus pais), acordos verbais como:  “agora é hora de dormir e a mamãe está por perto, se precisar de alguma coisa” fazem um efeito realmente mágico. Acredite! Acredite também, que o tom da sua voz, sua postura, seu olhar, dizem muito para um bebezinho e mais ainda para uma criança.

O desmame começa na amamentação. Ele caminha junto com o desenvolvimento progressivo do seu bebê, com as conquistas e os acordos estabelecidos entre vocês. Acordo são para serem cumpridos, não é mesmo? Seja então leais aos próprios acordos que você estabelece e claro, seja fiel a si mesma.

O limite do tempo da amamentação é o limite da sua disponibilidade para amamentar.

O segredo é começar certo, sempre, como tudo na vida. O melhor momento para o desmame é quando o bebê atinge maturidade cerebral e emocional para isso. Antes disso, realmente os bebês humanos tem uma necessidade real da atenção, presença e acalento do colo da sua mãe. O tempo de aleitamento materno é realmente curto diante das extraordinárias conquistas que seu bebê vai demonstrar neste tempo.

Aceitação , Resiliência Materna e Reconhecimento do seu papel materno são os grandes segredos desta fase na sua vida e na do seu bebê. Guarde-os a sete chaves no seu coração e lembre deles sempre que precisarem. Outras fases mais maravilhosas e plenas ainda virão. Vale a pena esperar por elas!

Se está no meio do caminho, comece do começo. Sempre é tempo de recomeçar. Se está no fim e em total desespero, volte para o início do texto e comece tudo novamente. E, se ainda assim, nada funcionar, me envie uma mensagem!

Por Simone De Carvalho

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  • Kelly Lima

    Adorei o texto, Simone! Me senti acolhida, incluída. Minha filha tem 2 anos e 1 mês e ainda mama, inclusive a noite. Cometi alguns “erros” no caminho, que mais prejudicam a mim mesma, mas não reclamo: sempre a atendi por qq choro, pq ela tinha uma hérnia umbilical e eu tinha medo que o choro pudesse piorar o quadro (graças a Deus, a hérnia redimiu e não precisou de cirurgia); não estabeleci uma rotina mto rigorosa por não saber administrar o choro (acorda-la da soneca para que dormisse melhor a noite, nunca fiz). O maior desafio hj tem sido o desmame noturno. Acabamos de mudar de cidade e, portanto, ela trocou de escolinha (professoras e amiguinhos); não tem mais a babá super querida; passou a ficar mais tempo na creche (de 4 para 7 horas); não nos vê mais na hora do almoço, como era de costume; o pai, em função do trabalho, não passa com ela o tempo que ela gostaria… Com tantas mudanças, estou dando o tempo dela para se adaptar. Mas é bem difícil porque sofro pressão para o desmame de todos os lados. Entre erros e acertos, estou segura das minhas escolhas porque as faço de forma a atender uma demanda particular da minha filha. Somos seres únicos, exclusivos, e por que tratar os bebês de outra forma? É claro que algumas condutas sempre podem ser melhoradas, mas enquanto estiver confortável pra mim e pra ela, é isso que importa pra mim. Qd essa fase de readaptação passar, tentarei seguir suas preciosas dicas. É tudo mto difícil sem apoio, mas nos vms conseguir! Minha guerreirinha puxou à mãe! Bjs, mto obrigada e fique com Deus.

    • Simone De Carvalho

      Lindo e inspirador o seu relato Kelly Lima. Foi um enorme prazer ler e sentir o quanto você é uma mãe especial para a sua filha. Concordo muito com você sobre este respeito ao tempo, circunstâncias e momentos. A infância passa tão rápido…logo tudo será uma maravilhosa lembrança. Meu abraço com muito carinho para vocês. Sou eu quem agradeço, sempre, querida!

  • Renata

    O meu bebê tem 10 meses e ainda acorda a cada 1 ou 2 horas de madrugada para mamar. Eu adoro amamentar, mas confesso que, juntamente com a rotina profissional, está sendo muito difícil manter o ritmo. Ele se alimenta bem e , graças à Deus, é muito saudável. Meu marido é a favor do desmame noturno e já tentamos algumas vezes deixa-lo com o pai nas madrugadas, mas acabo cedendo ao choro do pequeno. Como eu posso vencer essa fase? Eu me sinto péssima por não conseguir sair desse impasse. Help! Beijos

    • Simone De Carvalho

      Renata rotina e tudo, em algum momento, precisa estabelecê-la. No seu caso, se trabalha fora, e se ele fica muito tempo longe de você é natural a necessidade de se trevincular através da amamentação. O desmame noturno não é a solução porque a necessidade dele ainda vai existir, entende? Se desmamar, irá acordar o mesmo período para consolá-lo de outras formas. Ele ainda é bem pequeno, e o desmame é precoce nesta fase… ainda mais quando existe a separação precoce da mãe. Espero ter ajudado querida,

  • Pingback: Eu preciso Dormir! Desmame Noturno existe mesmo? - Se as Mães Soubessem()

  • Rodrigues Daiana

    Boa noite, simplesmente maravilhoso seu texto e forma de ver o desmame e a amamentação tão ligados entre si. Estou com um bebê de 1a7m que ainda mama, mas para adormecer a noite ou em fases de estresse durante o dia. Pretendo voltar a trabalhar no próximo ano e já quero tirar o peito, para colocá-lo em uma creche. Ele se alimenta bem, mas eu estou perdendo muito peso. Já estou no limite da magreza com 49 quilos, e por orientação médica preciso interromper a amamentação. Mas ele fica muito nervoso e não sei como agir. Socorro!

    • Simone De Carvalho

      Daiana querida, é muito comum os médicos culparem a amamentação de primeira. Acho que valeria a pena fazer alguns exames e verificar a existência de alguma anemia. Se sim, ela precisa ser tratada. Com a volta ao trabalho, a tendência é que seu filho aceite melhor a introdução alimentar. A rotina é o grande segredo! Um beijo e boa sorte.

  • Cléo

    Meu filho tem 1 ano e 6 meses é muito apegado a mim. Não aceita nenhum alimento e agora quer mamar o tempo todo. A noite quer o peito pra dormir e usar como chupeta. Tenho muito prazer em amamenta-lo mais sei que já está fazendo mal a ele pela dependência que está causando. Ele não come nada. Me aconselharama tirar o peito de vez, pra que ele sinta fome e aceite os alimentos. Mais sei que vai ser muito difícil ve-lo chorar. Por favor me ajude!

    • Simone De Carvalho

      Cléo querida, estabelecer uma rotina é o ideal. Falo dela neste texto. Faça novamente uma introdução alimentar variada e atrativa, fazendo com que o seu bebê participe das refeições da família, para ensinar o prazer dela. Tudo com paciência mas persistência. Com o tempo ele aprende sobre horários e prioridades. Grande abraço para você,