Pé na estrada. Vamos viajar!

Camila Mendes: Arquivo Pessoal

Camila Mendes: Arquivo Pessoal

De repente, aquela frase que já te deu tantas alegrias agora te dá uma sensação de dúvida… Talvez esse seja o seu caso se é sua primeira viagem com seu bebê.

Muitos pais decidem viajar depois que as crianças já estão maiorzinhas. Mas eu sempre gostei de viajar, e acredito que dá sim, desde que haja toda uma programação antes. Quer saber como foi minha primeira viagem com a cria? Vem comigo!

Moro a quarenta minutos de carro da casa da minha mãe. E desde que tive o Ikaro, sempre fazemos esse percurso pelo menos 3 vezes por mês. Para essas viagens curtinhas, sempre fomos equipados com as trocas de roupa, manta, fraldas e é claro, a cadeirinha de transporte. Além de lei, é segurança.

Quando o Ikaro tinha um ano e onze meses, ganhei uma viagem para conhecer o paraíso da vida marinha aqui no Brasil, Abrolhos! É o extremo sul da Bahia, surreal de tão lindo. Para se viajar para lá é preciso ir até o aeroporto, (no nosso caso, fomos por Cumbica, vinte minutinhos aqui de casa pela Dutra), pegar o avião até Minas (Pampulha) e de lá, pegar outro, até Teixeira de Freitas. De Teixeira de Freitas até Caravelas, uma hora de carro. Como devem saber, as linhas aéreas só permitem que você embarque com alimentos fechados, “de fábrica”. Como aqui em casa não rola papinha industrializada, levamos suco (natural, sem corante e conservante, em embalagem tetra pak). Fizemos um café da manhã reforçado. No avião nos foi servido lanche natural, tinha uma opção com queijo fresco, água, dentre outras opções que não aceitamos. Desembarcamos no outro aeroporto e pegamos o outro avião, nesse tinham biscoitos de polvilho… Ikaro dormiu boa parte do percurso, e sempre na hora em que o avião decola, eu o amamentava, para evitar aquela sensação ruim que dá nos ouvidos, causada pela altitude (se a criança já for maior, vale oferecer uva ou banana passa, para diminuir esse problema).

Chegamos na pousada e logo depois, saímos para jantar. Lá nossa amiga Daniele nos esperava, e pudemos comer um dos melhores peixes que já provamos. Pedimos refogado, trouxeram legumes e arroz fresquinho… o bebê comeu melhor que todos na mesa… para beber, tinha suco de Pitanga e Mangaba, duas frutas deliciosas, orgânicas e por ser época, docinhas não precisou nem adoçar!

A parte diferente da minha viagem começou no outro dia. Ficamos dois dias em ALTO-MAR. No catamarã que navegamos, havia uma cozinha, e lá haviam muitas frutas. A Maria, cozinheira do barco, fez deliciosas comidas para nós. Todas caseiras, nada exagerada, tudo muito natural.  Ikaro comeu bem e adorou o barco; eu mergulhei bastante e nas partes rasas do arquipélago, deu para colocar o bebê, dentro da boia para nadar também…

Enfim, conhecemos o local e nos apaixonamos, Ikaro adorou o museu, conhecemos novos amigos, nos divertimos muito, e mesmo sendo uma viagem de aventura, deu para curtir com o pequeno e nada fugiu do que pretendíamos.

Mas as dicas que eu dou são as seguintes, que garantiram essa e outras viagens que fizemos após essa:

  • Reserve as passagens e a estadia, verificando antes as taxas. Algumas companhias cobram tarifa baby, outras não. Verifique se o hotel/ pousada comportam crianças. Alguns oferecem berços, outros camas com grades;
  • Providencie os documentos antes de pensar em viajar – lembrando que para viagens nacionais a criança precisa da certidão ou RG, e viagens ao exterior, o passaporte, caso seja no MERCOSUL, apenas RG, acompanhada dos pais;
  • Conheça bem o local – Onde vai ficar, quais são as opções para comer, quais alimentos são comuns na região (eu por exemplo sou alérgica a camarão, então se me trouxessem qualquer prato com esse crustáceo, eu passaria mal);
  •  Procure saber também se há doenças endêmicas na região – Norte por exemplo é região endêmica de febre amarela. Colocar a vacina em dia, além de colocar repelentes na mala são excelentes pedidas (quando fomos a Montevideo esse ano, colocamos em dia a vacina de gripe, já que fomos no inverno);
  • Veja antes de viajar como estará o tempo, pela internet, em sites como o Boletim Climatempo– Assim você saberá o que colocar na mala (blusas de frio, protetores solares, regatas e chapéus);
  • Dê preferência a hotéis que tenham cozinha baby – Eles fazem alimentos propícios para crianças, com restrição de óleo e sal;
  • Se for almoçar/ jantar em restaurantes estilo “self-service”, procure por indícios de higiene – Limpeza, localização dos banheiros, troca de bandejas de comida e aspecto do lugar. Prefira alimentos mais simples, procurando sempre saber quais são os ingredientes da receita;
  • Algumas regiões litorâneas tendem a sofrer uma diminuição da qualidade da água nos períodos de alta temporada – Use água filtrada, se tiver como, ferva a água antes, ou apele para a água mineral de boa qualidade engarrafada. Esqueça os alimentos vendidos na praia por ambulantes. O risco de uma intoxicação alimentar é alto!

Essa última dica vale para as mamães que por algum motivo não puderam amamentar e possuem crianças que se alimentam com fórmula. Se for ficar em hotel, verifique se existem quartos com mini-cozinha (um pouco mais caro, mas pelo menos, você poderá preparar a fórmula) ou se eles preparam a fórmula, ou te permitem que os pais preparem na cozinha deles. Se vai à praia, verifique a quantas anda a qualidade da água por lá e leve suas garrafas. Não se esquecendo sempre de lavar e esterilizar sempre o recipiente no qual é ofertado a fórmula.

Se a viagem é de carro e longa, dê pausas para alimentação, leve frutas e bastante água.

Se for de avião, não esqueça a mala de mão com itens de higiene do bebê, e caso o ar condicionado estiver muito frio, feche as saídas, para minimizar riscos.

Se preparando bem, dá para viajar e curtir muito a viagem!

 

 

 

 

 

 

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