Reviver a criança que há em nós

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Foto: Google Images

Para iniciar meus textos aqui no site, escolhi falar não dos nossos bebês e crianças, mas sim da criança que existe dentro de cada um de nós.Me transportei àquele período mágico, onde o mundo era colorido pelo brincar e esse brincar era extremamente levado a sério como hoje levamos as nossas vidas.

Bom, mas se levamos a vida tão a sério como fazíamos ao brincar, porque ela se tornou tão pesada, densa, cheia de preocupações e algumas vezes sombria ou tediosa? Como pensar de forma diferente e reviver a criança que há em nós?

Ao adotarmos posturas formais, rígidas, sem vida, acabamos nos “esquecendo” que levar a sério não é sinônimo de robotizar, de engessar possibilidades e de não usar a criatividade.Q uando dizemos que algo é sério, queremos dizer que é importante para nós, certo? Apesar de algumas pessoas se permitirem atitudes mais infantis e brincadeiras no dia a dia, geralmente acabam sendo rotuladas como imaturas, irresponsáveis ou até mesmo como pessoas que não levam a vida a sério. Mas será que é isso mesmo? Por qual ou quais motivos deixamos de brincar? São as contas para pagar, as responsabilidades do cargo, a postura de pai ou mãe, a cobrança da sociedade, a rotina estressante?

Quando estou atendendo uma criança no consultório e coloco-me a brincar com ela, logo percebo e me questiono, por que a maioria das crianças de hoje não aproveita tão bem o brincar como fizeram as gerações anteriores. A maioria está acostumada com brinquedos prontos, eletrônicos, sem criatividade, sem imaginação, sem precisar buscar por soluções e assim a infância está cada vez mais empobrecida e robotizada como nós adultos estamos.

Aqui cabe outro parêntese, aos pais e cuidadores, que na expectativa de proporcionarem o “melhor” aos filhos, preenchem o tempo e o espaço que seriam das brincadeiras, com atividades e agendas lotadas, com compromissos, competições, cobranças e esforços além do que elas realmente precisariam para serem simplesmente crianças, com a justificativa de que as estão preparando para o futuro. Mas que futuro desejamos mesmo às nossas crianças?

A criança tem a leveza no olhar, a sinceridade na voz, a ingenuidade nas ações, a espontaneidade nas palavras e a esperança no olhar… No decorrer dos anos, aprendemos a criar algumas máscaras de “proteção”, para que não sejamos enganados, passados para trás e não soframos, porém, aquela criança ainda está lá dentro, querendo ser, criar, amar, brincar e se libertar.

Será que não poderíamos usar mais do nosso lúdico e alimentar mais as nossas crianças internas? Será que o mundo não precisa mais do olhar de bondade das crianças, que da amargura e dureza dos adultos?

Este texto é uma reflexão e adoraria contar com a participação e as ideias de todos.

Um abraço grande,

Priscilla Brandeker

CRP (06/123946)

 

 

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