4 dicas para viver bem com restrição alimentar

Foto: huffpost.com

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O diagnóstico de uma alergia, intolerância ou condição que requeira uma restrição alimentar em crianças traz um sem número de implicações nas vidas das famílias contempladas. Ler rótulos e ligar para os SACs, preparar alimentos com mais cuidado, se reunir com familiares, amigos e escola são algumas das inúmeras atitudes que deverão ser tomadas para garantir a qualidade de vida para os pequenos. Especialmente para quem está chegando nesse mundo, pode parecer muita coisa e pode parecer que as pequenas alegrias da vida estão escapando de você e de sua família. Mas não se desespere! É possível SIM viver e SIM ser feliz, apesar de qualquer restrição. Para auxiliar você nessa empreitada, aqui vão 4 dicas valiosas que podem ajudar a superar as dificuldades iniciais e a encarar os processos com mais leveza, convivendo bem com a restrição alimentar:

1) Acompanhamento profissional adequado é essencial. Vem sendo amplamente divulgado que o número de pessoas diagnosticadas com alergias, intolerâncias ou doenças autoimunes ligadas ao consumo de alimentos está crescendo. Isso tem impulsionado os profissionais da saúde a buscarem atualização e capacitação na área para atender à demanda. Porém, é perceptível que muitos esforços ainda são necessários para garantir um atendimento eficaz e amplo à população. O diagnóstico e o acompanhamento adequados são fundamentais para garantir a qualidade de vida de uma pessoa com restrição alimentar. Assim, é preciso que você se informe e busque por profissionais de saúde que possam ser parceiros nessa empreitada, pois isso fará toda a diferença no desenvolvimento saudável e pleno do seu filho. Existem associações de apoio (para portadores de alergias, intolerâncias e doenças autoimunes) que podem (e devem) ser contatadas para auxílio na busca por profissionais para diagnóstico e acompanhamento.

2) Mantenha uma atitude positiva com relação à restrição alimentar. Ao invés de se entristecer porque seu pequeno não pode tomar leite de vaca ou comer o pão da padaria, pense que ele pode explorar novas possibilidades que, em geral, sequer são apresentadas para as crianças “normais”. Ao restringir qualquer ingrediente alimentar você irá, sem perceber, abrir o leque de opções dentro da sua casa. Você vai encontrar inúmeros substitutos, e cada um vai funcionar melhor para um determinado prato. A gama de nutrientes aos quais a sua família estará exposta será muito maior e os benefícios da nova dieta serão claros na formação do paladar dos pequenos. Além disso, quando as crianças percebem que nós, adultos, lidamos bem com a situação, podem elaborar sentimentos positivos a partir da nossa atitude, o que torna o processo de aceitação mais leve para elas.

3) Faça substituições inteligentes. Muitas das receitas divulgadas na internet (e ainda bem que elas existem!) ou dos produtos industrializados direcionados para o público com restrições alimentares tendem a pecar no que diz respeito à questão nutricional. Para ilustrar, vou citar como exemplo uma dieta de restrição ao trigo. Neste caso, para o preparo dos alimentos, sugerem-se substituições usando um mix (caseiro ou industrializado) composto essencialmente por: farinha de arroz, fécula de batata e polvilho doce. Essas são farinhas brancas, refinadas, de alto índice glicêmico, sem fibras, que não irão agregar nenhum valor nutricional ao alimento que será preparado. Assim, é importante buscar opções que ajudem não apenas a produzir alimentos gostosos, mas que nutram o organismo adequadamente. Existem opções fáceis e baratas, não tão óbvias, que podem ser produzidas em casa com um esforço mínimo, como farinha de arroz integral, farinha de grão de bico, farinha de casca de banana verde, além de sementes e cereais que estão se popularizando como a linhaça, chia, quinua e amaranto. Perceba que, para as famílias que lidam com restrição alimentar, é preciso estar ainda mais atento àquilo que os filhos irão consumir. Uma boa nutricionista é uma grande aliada, sem dúvidas!

4) Busque apoio e aliados. É fato: as famílias de crianças com restrições alimentares precisam de apoio da sociedade. Muito apoio. Criar uma criança com uma condição de restrição alimentar é uma tarefa árdua que engloba aspectos de saúde física, psicológicos e sociais. É preciso incluir DE VERDADE. Pessoas que não convivem com qualquer tipo de restrição têm uma ideia muito limitada sobre o que é inclusão e você vai precisar ajudá-las a desenvolver essa habilidade. No entanto, nem sempre os amigos mais próximos, os parentes ou a escola serão receptivos com a ideia de inclusão – o que gera uma enorme frustração e angústia, além de outros sentimentos com os quais teremos que lidar. Mas será preciso seguir em frente e sim, será preciso receber apoio. Pessoas não são ilhas, precisamos construir pontes e atravessá-las. Busque as associações de apoio da sua cidade ou os grupos de apoio virtual, converse e promova encontros com famílias que já lidam com o problema. O mundo aí fora está cheio de gente solidária e bacana que pode e quer ajudar!

Beijos,

Helô

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  • Tatiane

    Muito conceituado o assunto! Parabéns Helô!!

    • Heloize

      Obrigada querida!!!! É uma satisfação pra mim que esse texto ajude de alguma forma a tornar o caminhar de quem passa por isso mais leve :*

  • Caroline

    Parabéns pelo excelente texto! Muito esclarecedor!

    • Heloize

      Obrigada! O mais importante é saber aue não andamos sozinhas nessa terra de restrições :*

  • Nathalia Ductra

    Excelente texto! Confesso que temos passado por maus bocados pra nos adaptarmos. Há muitas barreiras quando o assunto é restrição alimentar. Às vezes acho que nunca poderemos levá-lo a uma festa infantil. Enquanto nós estamos juntando informações, apoio e forças, o Thomas segue se adaptando tranquilamente e demonstrando uma leveza sensacional, que só as crianças tem. Bom poder ter mais uma fonte de informação e também um espaço pra trocar ideias.

    • Simone De Carvalho

      Nathalia conte sempre com esse espaço querida! Um grande beijo para você,