Açúcar para o bebê e criança? NÃO!!! 

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Todas nós sabemos que não é de hoje que os órgãos de saúde alertam para o alto consumo de açúcar. Em março deste ano, a OMS defendeu que o consumo de açúcar deve ser menor do que 10% das necessidades energéticas diárias, sendo que o consumo de no máximo 6 colheres de chá diárias (25 g) pode trazer ainda mais benefícios para a saúde. Apenas para termos idéia de quantidade, uma latinha de refrigerante contém cerca de 10 colheres de chá de açúcar! Açúcar para o bebê e criança? NÃO!!!

O último levantamento sobre o consumo per capita de açúcar no Brasil mostrou que o nosso país se tornou um dos maiores consumidores mundiais: cada brasileiro consome entre 51 e 55 quilos de açúcar por ano, enquanto a média mundial por habitante corresponde a 21 quilos por ano. Fazendo uma conta rápida, isso significa dizer que o brasileiro consome entre 140 a 150g de açúcar por dia, cerca de 6 vezes mais do que o que a OMS considera como sendo o mais adequado.

As crianças são as mais vulneráveis – e as mais afetadas. Mais de 30% das crianças entre 5 e 9 anos no país estão acima do peso de acordo com os dados da última pesquisa da Secretaria de Relações Institucionais.

É comprovado que os bebês nascem com preferência para o sabor doce, motivo pelo qual o produto é adicionado em grandes quantidades nos alimentos processados destinados ao público infantil, “escondido” sob mais de 60 nomes diferentes: maltodextrina, xarope de milho, xarope de glicose, glicose de milho, dextrose, frutose e extrato de malte, entre outros. Somado a isto está o fato de que, dentro de casa, ainda convivemos com o mito de que é preciso oferecer alimentos açucarados artificialmente para que o bebê “não passe vontade”. Apesar disso, não se engane: a adição de açúcar nos alimentos é desnecessária e deve ser evitada, combatida!

O bebê não conhece os sabores e seu paladar precisa ser construído com base no sabor real dos alimentos. O açúcar, com certeza, vai dificultar a educação alimentar, já que quanto mais oferecermos os alimentos adoçados, mais a criança vai querer esse tipo de alimento e mais difícil será introduzir o salgado, o azedo e o amargo.

Cabe a nós, adultos, proporcionar à criança uma alimentação rica em sabores e nutrientes, e o mais importante para a alimentação infantil é a variedade. A exposição a uma grande variedade de alimentos como verduras, legumes e frutas de forma natural no dia a dia, cria as fundações para que o paladar infantil se desenvolva adequadamente, e maiores serão as chances de que a criança desenvolva hábitos alimentares saudáveis durante toda a sua vida.

Beijos,

Helô

REFERÊNCIAS
http://www.who.int/mediacentre/news/releases/2015/sugar-guideline/en/
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/10_passos.pdf
http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/cana-de-acucar/arvore/CONTAG01_109_22122006154841.html

 

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